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 >Alquimia<

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MensagemAssunto: >Alquimia<   Qua Jun 20, 2012 9:17 am

Introdução a Alquimia

O ideal alquimista não constitui a descoberta de novos fenômenos, ao
contrário do que procura cada vez mais intensamente a ciência moderna,
mas sim reencontrar um antigo segredo, que ainda é inacessível e
inexplicado para a maioria. Ela não é constituída somente de um caminho
material, como por exemplo a transmutação de qualquer metal em ouro.
Antes de tudo a alquimia é uma arte filosófica, uma maneira diferente
de ver o mundo. Não podemos, no entanto, separar o material do
espiritual,
uma vez que na Terra estamos encarnados em um corpo, onde um sofre
influência do outro, pois na realidade tudo é uma coisa só, uma
unidade, o ser humano. Na alquimia ocorre a transmutação da matéria e
do espírito ao mesmo tempo.
O alquimista adquire conhecimentos
irrestritos da natureza, se pondo em um ponto especial de observação,
vendo tudo de maneira diferente. Seria como se uma pessoa pudesse ver
tanto o aspecto físico nos mínimos detalhes bem como as energias
associadas a este corpo. O alquimista estaria em contato total com o
universo, enquanto que para todos nós este contato é apenas superficial.

Na
realização da Grande Obra, o alquimista consegue obter a pedra
filosofal e modificar sua aura eliminando a cobiça e a avidez. Descobre
que o ouro material não tem grande valor quando comparado ao ouro
interno, ou seja, o caminho espiritual é infinitamente mais importante
que as coisas materiais. Todos deveriam se contentar com o básico para
sobrevivê ncia do corpo e se dedicar por inteiro a busca de um
aperfeiçoamento espiritual.

Somente os homens de coração puro e intenções elevadas serã o capazes de realizar a Grande Obra.

A
corrida atômica se intensificou durante a Segunda guerra mundial, onde
vários cientistas desenvolveram a bomba atômica que viria a ser a maior
ameaça para a sobrevivência da Terra. Se os alemães tivessem tido
acesso a estes conhecimentos antes, não teria sobrado muita coisa em
nosso planeta. Portanto se os cientistas tivessem mais consciência e um
maior conhecimento das conseqüências de suas descobertas, não teriam
divulgado muitas coisas. Os alquimistas já conheciam o poder e os
perigos da energia atômica a muito tempo e não divulgaram em função dos
riscos inerentes de uma má utilização destes conhecimentos.Por isso
existe um grande segredo em torno da alquimia.

A ciência na
atualidade se especializou tanto que cada vez mais os cientistas
estudam uma parte menor de determinada área. Acreditam que com isso
podem avançar muito mais em determinada direção. Assim, perdem a visão
do todo, tornando-se menos conscientes da utilização de tais pesquisas,
quer seja para o bem ou para mal. Os cientistas estão mais preocupados
com a fama e dinheiro do que com o próprio sentido da ciência. Eles
podem ser comparados a empresários capitalistas pois para a maioria o
caminho é unicamente material. Quando pensam no aspecto espiritual este
se encontra dissociado de tudo o quanto mais acreditam. Eles são os
sopradores modernos. O alquimista é o estudante assíduo da alquimia,
aquele que busca o caminho para a iluminação. O soprador é um
mercenário que só se interessa pelo ouro que ele poderá produzir e o
Adepto é o alquimista que realizou a Grande Obra, ou seja um iluminado.

A
alquimia é a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais.
Tem como principal objetivo compreender a natureza e reproduzir seus
fenômenos para conseguir uma ascensão a um estado superior de
consciência. Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam
reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria prima primordial. Com
uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a
matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da
Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente. O ouro é
considerado o mais perfeito dos metais pois dificilmente se oxida, não
perde o brilho e acredita-se que todos os outros metais evoluem
naturalmente até ele no interior da terra. Portanto, a transmutação é
considerada um processo natural. Os alquimistas somente aceleram este
processo, realizando as transmutações em seus laboratórios. Este tipo
de conhecimento ficou sendo o mais cobiçado, não pelos alquimistas, mas
pelos não iniciados, os sopradores como eram chamados. Eles buscavam a
pedra filosofal, que lhes confeririam poderes como a invisibilidade,
viagens astrais, curas milagrosas, etc. Esta pedra filosofal não se
constituía necessariamente de um objeto, mas sim energia que pode ser
adquirida e controlada. Este conjunto pedra e alquimista são
responsáveis dos poderes alcançados. Um não iniciado poderia possuir a
pedra e dela não desfrutar toda a sua potencialidade conseguindo,
quando muito transformar uma pequena quantidade de chumbo em ouro. A
transformação da matéria-prima na pedra filosofal, juntamente com a
transformação do indivíduo constitui a Grande Obra.

No laboratório, com experimentos e constantes leituras e releituras, o alquimista nas várias etapas da
transformação
da matéria, vai gradativamente transformando a própria consciência.
Antes do ouro metal, o alquimista deverá encontrar o ouro espiritual
dentro de si. Os ideais e poderes pretendidos pelos alquimistas, nos
faz correlacioná-los
aos poderes de Cristo, que foi capaz de
transmutar água em vinho, multiplicar os pães, andar sobre a água,
curar milagrosamente, dentre outros. Ele sempre dizia: "aquele que crê
em mim, fará tudo que eu faço e ainda fará coisas maiores". Os
alquimistas buscavam esta pureza e compreensão espiritual, conseguindo
assim, realizar estas obras. Portanto, o exemplo de Cristo, além do
exemplo espiritual, constitui-se em um meio de descobrir o poder sobre
a maté ria. Muitos alquimistas consideram Cristo a pedra filosofal.

Encontrar
a pedra filosofal significa descobrir o segredo da existência, um
estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade
perfeita, descobrir os processos da natureza, da vida, e com isso
recuperar a pureza primordial do homem, que tanto se degradou na Terra.
Portanto, a Grande Obra eleva o ser a mais alta perfeição: purifica o
corpo, ilumina o espírito, desenvolve a inteligência a um ponto
extraordinário e repara o temperamento. A pedra filosofal era gerada a
partir da matéria prima primordial, além de outros compostos, no Ovo
Filosófico que é um recipiente redondo de cristal onde todos estes
compostos vão sendo transformados, em várias etapas, sempre utilizando
o forno. Este processo freqüentemente é comparado a uma gestação da
pedra filosofal. Isto seria como reproduzir o que a Natureza fez no
princípio, quando só existia o caos, porém de maneira mais rápida,
dando melhores condições para que ocorram as transformações. Portanto,
a conclusão da Grande Obra, ou seja, o entendimento dos segredos
alquímicos, significa adquirir os conhecimentos das leis universais e
penetrar em uma dimensão espaço-tempo sagrada, diferente da do
cotidiano de todos.

Elementos Alquímicos: Formação e Reação

"Prosseguindo na declaração de sua vontade, disse o Senhor dos
senhores: A Terra fará brotar uma erva vegetativa e, produzindo um
germe inato, uma substância frutuosa, dará seu próprio fruto, segundo
sua espécie, e possuirá em si mesma seu poder germinativo; e assim foi
feito."

Nesse pequeno versículo Deus começa a dar os primeiros
passos na criação do mundo como o conhecemos. Essa passagem teria
surgido durante o terceiro dia da criação, quando Deus fez os campos
verdes e as frutas para que delas o homem pudesse aproveitar. Segundo a
ordem dos fatos, a criação do mundo pode ser posta numa linha
cronológica correlacionada aos elementos que foram utilizados durante o
período de criação, fazendo um paralelo assim com os dias da semana e o
ciclo elemental, dessa forma:

Fogo (1º dia): Criação da luz
Água(2º dia): Fermentação das águas e sua divisão
Terra (3º dia): Formação da terra, vegetais e dos animais
Ar (4ª dia): Criação do vento e da brisa e dos pássaros
Fogo(5º dia): Formação do sol
Água (6º dia): Criação dos seres aquáticos
Terra (7º dia): Criação do homem

Pela
teoria hermética, na origem primordial das coisas o caos tomava conta
de tudo aquilo que jazia no universo,e todas as coisas era uma só, uma
matriz ou a matéria cósmica, que permanecia estática até que a luz
aparecer e remexer todos os átomos, dando vida a essa forma, que
lentamente foi se dividindo e se modificando ao se encontrar com outros
pedaços de matéria cósmica soltos ou mesmo com a própria luz.

Essa
luz é o fogo, ardente, seco, masculino, puro e forte. É a partícula
divina que ao se encontrar com a água, torna-se enxofre, o enxofre dos
alquimistas.

Essa água é um caos espermático, cálido, fêmea, úmido, lodoso,impuro. O mercúrio dos alquimistas.

A
ação desses dois princípios ativos no Céu constitui o bom princípio: a
luz que da a vida, o calor. Enquanto a mesma ação, na Terra, constitui
o mau princípio: a obscuridade, o frio a putrefação e a morte.

Sozinho,
o fogo puro sobre a Terra se converte em grande Limbo o Misterium
Magnum de Paracelso, tornando a terra caótica e improdutiva, como uma
lua com água mercurial.

Ao mesmo passo, a água pura e celeste
passa a ser uma matriz depois de devidamente decantada, fria e
seca...terrestre, o Sal dos Alquimistas.

Dessa maneira, somos
capazes de visualizar os três estados da matéria física visível, seu
nascimento caótico, sua fermentação e mistura e por fim sua putrefação.
Logo em seguida, vemos a sublimação dos elementos justamente em seu
último estágio.
Conseguimos registrar o transcurso dos três
elementos físico-visíveis universais, reconhece-los facilmente e
coordenar todas essas noções estabelecendo assim uma analogia lida
segundo o triângulo pitagórico.

Esses são os princípios
atuantes nos três mundos segundo o hermetismo: No Céu, a centelha
divina, ou o fogo, fecunda a água caótica que é a luz criada ou a alma
dos corpos, enquanto no segundo mundo essa mesma água agora ígnea,
contém o enxofre da vida e assim fecunda a água intermédia e esse vapor
viscoso se torna o espírito dos corpos. No terceiro e último mundo, o
fogo Elemental ou o fogo puro, fecunda o éter ígneo, uma terra
andrógina, primeiro sólido e depois misto fecundado.

Conclusão:
Cada criatura é formada pela ação de três fenômenos que ocorrem
simultaneamente em planos separados causando assim um tipo de explosão
que resulta num novo ser. Esses fenômenos ocorrem respectivamente no
céu empírico, no céu zodiacal e no planeta natal da criatura em
questão.

Do céu empírico, obtemos a Anima Mundi e a Matéria Mundi, ou o corpo físico e o corpo astral.

Do
céu zodiacal, obtemos a vida em si e a alma, provenientes das misturas
e reações do enxofre da vida, do mercúrio intelectual, do eter vitae e
do sal da vida.

Por fim, do planeta nativo se extrai o fogo
Elemental e o ar Elemental essenciais para a colisão e reorganização
dos átomos em seus devidos lugares, obtendo assim a existência terrena
propriamente dita.

As Vias Alquimicas

Segundo o nosso entendimento e baseados naquilo que lemos nas obras dos
maiores Mestres, e ainda na nossa experiência, há fundamentalmente,
quatro vias alquímicas, sendo: A via Úmida, Seca, Mista ou dos
Amálgamas e a Breve.



Via Úmida


Esta
via segundo os Mestres é a via mais nobre. Como o seu nome indica é
feita por meios úmidos, líquidos ou salinos que normalmente compõe o
dissolvente da matéria também conhecido por fogo secreto. O seu tempo
de duração é mais ou menos longo conforme as
vias. Há vias úmidas
que demoram meses a fazer e outras menos de um mês como a de Kamala
Jnana. As temperaturas atingem 500 graus no máximo em alguns casos
especiais, onde é necessário fazer a sublimação das matérias e a
destilação do Vitríolo. Em algumas vias úmidas uma retorta de vidro
Pirex e alguns balões do mesmo material serão suficientes para as
fazer. Os fornos variam conforme os casos, podendo ser um pequeno fogão
a gás com regulação de temperatura e uma tigela ou escudela de aço
inoxidável que contenha o
necessário banho de areia. Outras como a
via do Vitríolo necessitam uma retorta especial chamada de Glauber para
a destilação seca do Vitríolo natural tal como é descrita no Último
Testamento de Basílio Valentim. O Sujeito mineral da maioria das vias
úmidas é o Dragão Vermelho, do qual, por sublimação com o fogo secreto,
será extraído o mercúrio filosófico conhecido também por Azoth.


Dragão vermelho


Noutras
vias como na de Kamala Jnana, logo no início serão extraídos deste
Dragão, por meio do fogo secreto, os dois princípios Enxofre e
Mercúrio. Há também a via dos acetatos mas nós nunca nos debruçamos
sobre ela. Sabemos preparar canonicamente todas as
matérias mas
nunca intentamos experimentá-la. Antes de começar qualquer uma destas
vias há os trabalhos acessórios também chamados trabalhos de Hércules,
porque são penosos e morosos. Há que preparar canonicamente o Sujeito,
os sais que formarão o fogo secreto e
os espíritos necessários.


Via Seca


Esta
via é executada exclusivamente ao forno e em cadinhos de barro
refratário com temperaturas de cerca dos 1000 graus C. É uma via
difícil e muito trabalhosa que um artista mesmo tendo algumas luzes da
via nunca conseguirá executar sem a ajuda de um Mestre ou de um Irmão
que a conheça. O melhor será não o intentar. O sujeito desta obra,
descrita por Fulcanelli, e sobretudo, pelo seu dito discípulo Eugène
Canseliet, é o Dragão Negro. Como na via úmida, há também os trabalhos
preliminares para a preparação do Sujeito, dos sais que servem como
fundente e ainda a escolha criteriosa do seu acólito Metálico.


Dragão negro


O
tempo de duração não é de alguns dias como alguns supõem. Não é tanto
como numa via úmida tradicional, mas também é largo; tudo dependerá da
destreza do artista e da quantidade de material que tiver de trabalhar.
Além disso nesta via está-se condicionado às
"condições exteriores"
e, por isso há só uma estação do ano propícia para a começar. Durante o
resto do ano preparam-se todos os materiais e afina-se a mão para a via
canônica muito dispendiosa. Resumindo, é uma via difícil que não está
ao alcance de qualquer um
porque além de exigir um local adequado e
bem ventilado para construir o forno, o artista necessita de um grande
"background" para a executar como dissemos.


Via Mista ou dos Amálgamas


São
a maioria das vias descritas, como a de Filaleto, Flamel, Lúlio,
Alberto, Artéphius, etc. Porquê chamada mista? Porque no início se
necessita começar pela Via Seca para a preparação do Régulo Marcial
como no caso da via de Flamel, Filaleto, Artéphius, etc. Depois desta
primeira operação pela via seca e da obtenção do régulo marcial que não
está condicionada às mesmas condições "exteriores" da via seca
propriamente dita, as primeiras operações serão feitas em cadinhos
pequenos para obter o amálgama filosófico. Depois
desta operação, há que destilá-lo numa retorta de aço desmontável para obter o mercúrio filosófico e assim por diante.


Amálgama

Exceção
feita na via de Alberto que, no início se sublima o Sujeito para obter
o Azoth e depois de se preparar a Água Terceira e Quarta se passa ao
amálgama, tal como na via de Filaleto ou Flamel. A via de artéphius é
um pouco mais complicada, mas baseia-se também no Régulo Marcial e na
sublimação do mercúrio para conseguir o dissolvente. Existem algumas
variantes desta via onde o Enxofre do metal nobre pode ser substituído
por outro inclusivamente pelo da via seca. Não sabemos exatamente o
tempo de duração destas vias mas Filaleto descrevo-o detalhadamente na
Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei.


Via Breve


Nesta
via englobam-se também os "particulares" quer dizer, vias não
verdadeiramente alquímicas. Tanto quanto sabemos, o nosso Mestre
trabalhou na via Breve, e vimos algumas fotografias espetaculares do
plasma emitido pela matéria em fusão no cadinho a altas temperaturas.
Se a via seca não é acessível a todos, a Breve é só para os
especialistas, e é necessário ter condições especiais para a fazer.
Quanto aos "particulares" existem muitos inclusivamente a subfusão
descrita em Traict é du Feu et du Sel de Blaise Vigerene
e outros
como podereis ver na Web de Albert Cau e não só. Aqui tendes uma
síntese das diversas obras alquímicas. Procurai os verdadeiros livros
clássicos dos grandes Mestres e não vos devereis deter em traduções
dúbias que só servirão para vos confundir. Já o dissemos e repetimos.
Os Fulcanelli (Lubicz, Dujols, Champagne e Canseliet) são bons e
recomendamo-los para conhecer bibliografia, filosofia alquímica,
simbologia
e parte do modus operandi da via seca, mas não são fáceis de entender
principalmente pelos principiantes. A maioria começa por aí e lá ficam
anos, entrando num beco sem saída, como nos aconteceu e também com
outros irmãos.
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